segunda-feira, 2 de março de 2009
Como produzir um website?
Este é um dos mais controvertidos temas da Internet de hoje. Para se construir um site, é necessário mais do que o conhecimento das tecnologias envolvidas. Um site está intrinsecamente ligado à área de marketing de uma empresa. Processos como a análise do público e dos serviços que serão oferecidos são fundamentais para assegurar o sucesso do site - e o departamento de desenvolvimento da empresa normalmente não é capaz de tomar este tipo de decisão.
A análise e o planejamento costumam ser distribuídos ao longo de quatro etapas: concepção, planejamento, desenvolvimento e implantação.
Concepção
A concepção de um website envolve principalmente todo o trabalho de identificar seu foco, definir a identidade visual, o padrão gráfico, o público-alvo e os serviços a serem prestados. Muitas vezes, a etapa de concepção é a mais negligenciada. Entretanto, essa falta de atenção no início do processo pode causar muita dor de cabeça nas etapas seguintes. A concepção de um website deveria ser a etapa mais bem cuidada, para evitar reelaborações posteriores. A concepção é o momento adequado para realizar definições importantíssimas, que vão determinar o sucesso ou o fracasso do site.
A concepção de um website deve basicamente tentar responder às seguintes perguntas: "qual o público-alvo do website?"; "que tipo/versão de browser esse público-alvo normalmente utiliza?"; "qual o tipo de conexão à Internet mais comum desse público-alvo?"; "quais seriam os desejos desse público-alvo?". Com as respostas a tais perguntas, é possível determinar o foco do website, seu padrão visual, quais os serviços a serem prestados etc.
Planejamento
O curioso é observar que, após a implantação do website, algumas dessas definições são revistas e modificadas. Daí vem a falsa afirmação de que não adianta conceber se o produto pode ser alterado. Isso não é verdade, pois uma concepção bem feita reduz a necessidade de ajustes posteriores.
A fase de planejamento utiliza as respostas e definições criadas na concepção para estabelecer o prazo para desenvolvimento, os recursos de programação que serão adotados, a equipe de trabalho, a política de backup, a coleta e adaptação de dados, os recursos inerentes à hospedagem etc. Muitas vezes, o planejamento é confundido com a concepção, especialmente em projetos de pequeno porte. Em projetos que envolvam uma equipe, é fundamental que o planejamento seja feito pelo gerente do projeto e discutido antes de se iniciar o desenvolvimento do site. Com isso, novamente economiza-se em reelaboração e evita-se o atraso do projeto.
Nas empresas especializadas no desenvolvimento de websites, o trabalho de planejamento é crucial. Na verdade, para fornecer o orçamento ao cliente e fechar a venda do serviço, é necessário já possuir uma estimativa de prazo, equipe, recursos etc. Como solucionar? A grande maioria trabalha da seguinte forma: concebe o site e, com basea em experiências prévias, estima o custo do serviço. Acaba-se fazendo uma espécie de "pré-planejamento", que permite calcular o custo o mais próximo possível da realidade. Existem riscos nessa estratégia? Sim, claro, mas essa ainda costuma ser a forma mais adequada de se fechar o negócio, principalmente porque a Web ainda é muito recente, muitas vezes de difícil compreensão para pessoas que não lidam diretamente com ela, mas que aprovam recursos nas empresas.
Desenvolvimento
O desenvolvimento costuma ser a etapa mais desgastante e prolongada. Todos os recursos anteriormente planejados são desenvolvidos e implementados. É importantíssimo também que a política de backup definida anteriormente seja seguida à risca, para não se correr o risco de perder parcelas de trabalho já desenvolvidas. O desgaste normalmente fica por conta das dificuldades impostas pelas limitações do ambiente Web e das diferentes versões de browsers (alguns detalhes insistem em surgir somente durante o desenvolvimento!) e dos ajustes, muitas vezes solicitados pelo cliente, seja ele externo ou interno.
Durante o desenvolvimento de um website, é muito comum ocorrerem divergências na equipe. Isso ocorre porque vários aspectos do desenvolvimento são intimamente relacionados, porém executados por diferentes profissionais. Um dos exemplos clássicos é entre o webdesigner e o desenvolvedor de HTML. Como a linguagem HTML impõe severas restrições ao webdesign, como parâmetros de alinhamento, uso de fontes etc, não é raro ocorrerem conflitos do tipo: "temos que dar um jeito nesse html!", ou "essas imagens não vão se adequar ao código!".
Mas existe outro tipo de problema que, muitas vezes, pode impactar no desenvolvimento. É quando se descobre que aquele recurso planejado não vai atender plenamente a determinada função. Isso geralmente ocorre porque, com a velocidade com que as tecnologias vêm evoluindo, o desejo de se implantar um recurso mais recente e eficaz esbarra com a capacidade de interpretação dos browsers.
Outra preocupação importantíssima deve ser com o cronograma. Muitas vezes, a falta de experiência da equipe em determinado tipo de desenvolvimento pode gerar atrasos, com conseqüentes desgastes. Ainda por cima se está sempre sujeito à interferência do cliente, dando sugestões, modificando informações etc.
Na etapa de desenvolvimento, o trabalho de webdesign funciona a pleno vapor, materializando tudo aquilo que foi concebido e planejado. Importante ressaltar que nem todos os elementos gráficos porventura já existentes se adequam perfeitamente à Web. Devido a suas particularidades, a Web muitas vezes obriga que alguns gráficos utilizados em impressos sejam refeitos para que possam ser adaptados ao padrão visual do projeto.
A elaboração do conteúdo, dos textos e informações que farão parte do website, também seguem esse mesmo princípio. Na verdade, os textos são muito suscetíveis a alterações para serem adequados ao público da Internet e às características da rede, como por exemplo o fato de ser desagradável a leitura de textos longos na tela do computador.
Erros de português causam uma imagem muito negativa. Ainda que seja um projeto bem simples, feito por uma só pessoa, erros de português não devem ser cometidos, pois poucas coisas podem passar maior descrédito em um website. É claro que, em sites muito longos, torna-se quase impossível a eliminação de 100% dos erros. Mas esse é um trabalho que merece atenção especial.
O desenvolvimento de um site geralmente envolve a criação de páginas dinâmicas, que são verdadeiras aplicações. A equipe de desenvolvimento dessas aplicações precisa estar integrada à equipe de webdesign e desenvolvimento de HTML. As aplicações podem ser feitas em diversas linguagens - ASP, LiveWire, Perl, Cold Fusion etc - mas, independentemente da solução adotada, sua confecção é bem mais complicada que a do código HTML. Para se evitar erros, as aplicações devem ser exaustivamente testadas antes da publicação do site.
Testes
Antes de finalizar completamente o projeto, inicia-se o período de testes, no qual o website é navegado e avaliado pela equipe que o desenvolveu. Links que não estejam funcionando, imagens que não carregam, erros de script, simulações de interatividade com CGIs, enfim, tudo precisa ser testado, preferencialmente com diferentes versões de browsers e outros sistemas operacionais.
Erros simples, como algumas imagens que não carregam, podem comprometer a credibilidade do projeto. Seguramente, esse tipo de problema faz com que passe pela cabeça das pessoas coisas do tipo: "se eles não se preocuparam nem com as imagens, será que o website é mesmo sério?". Outro ponto importante é avaliar se o tempo de carregamento da página está adequado, imaginando a diversidade de conexões que o público-alvo pode ter.
Implantação
Finalmente, ao término do desenvolvimento vem a implantação. Realizados os testes, colocam-se os arquivos nos respectivos diretórios do servidor Web, referente ao seu domínio. Essa implantação também demanda testes de acesso, pois nem sempre se consegue reproduzir, no desenvolvimento, o mesmo ambiente do servidor Web definitivo, principalmente em relação às páginas dinâmicas.
A análise e o planejamento costumam ser distribuídos ao longo de quatro etapas: concepção, planejamento, desenvolvimento e implantação.
Concepção
A concepção de um website envolve principalmente todo o trabalho de identificar seu foco, definir a identidade visual, o padrão gráfico, o público-alvo e os serviços a serem prestados. Muitas vezes, a etapa de concepção é a mais negligenciada. Entretanto, essa falta de atenção no início do processo pode causar muita dor de cabeça nas etapas seguintes. A concepção de um website deveria ser a etapa mais bem cuidada, para evitar reelaborações posteriores. A concepção é o momento adequado para realizar definições importantíssimas, que vão determinar o sucesso ou o fracasso do site.
A concepção de um website deve basicamente tentar responder às seguintes perguntas: "qual o público-alvo do website?"; "que tipo/versão de browser esse público-alvo normalmente utiliza?"; "qual o tipo de conexão à Internet mais comum desse público-alvo?"; "quais seriam os desejos desse público-alvo?". Com as respostas a tais perguntas, é possível determinar o foco do website, seu padrão visual, quais os serviços a serem prestados etc.
Planejamento
O curioso é observar que, após a implantação do website, algumas dessas definições são revistas e modificadas. Daí vem a falsa afirmação de que não adianta conceber se o produto pode ser alterado. Isso não é verdade, pois uma concepção bem feita reduz a necessidade de ajustes posteriores.
A fase de planejamento utiliza as respostas e definições criadas na concepção para estabelecer o prazo para desenvolvimento, os recursos de programação que serão adotados, a equipe de trabalho, a política de backup, a coleta e adaptação de dados, os recursos inerentes à hospedagem etc. Muitas vezes, o planejamento é confundido com a concepção, especialmente em projetos de pequeno porte. Em projetos que envolvam uma equipe, é fundamental que o planejamento seja feito pelo gerente do projeto e discutido antes de se iniciar o desenvolvimento do site. Com isso, novamente economiza-se em reelaboração e evita-se o atraso do projeto.
Nas empresas especializadas no desenvolvimento de websites, o trabalho de planejamento é crucial. Na verdade, para fornecer o orçamento ao cliente e fechar a venda do serviço, é necessário já possuir uma estimativa de prazo, equipe, recursos etc. Como solucionar? A grande maioria trabalha da seguinte forma: concebe o site e, com basea em experiências prévias, estima o custo do serviço. Acaba-se fazendo uma espécie de "pré-planejamento", que permite calcular o custo o mais próximo possível da realidade. Existem riscos nessa estratégia? Sim, claro, mas essa ainda costuma ser a forma mais adequada de se fechar o negócio, principalmente porque a Web ainda é muito recente, muitas vezes de difícil compreensão para pessoas que não lidam diretamente com ela, mas que aprovam recursos nas empresas.
Desenvolvimento
O desenvolvimento costuma ser a etapa mais desgastante e prolongada. Todos os recursos anteriormente planejados são desenvolvidos e implementados. É importantíssimo também que a política de backup definida anteriormente seja seguida à risca, para não se correr o risco de perder parcelas de trabalho já desenvolvidas. O desgaste normalmente fica por conta das dificuldades impostas pelas limitações do ambiente Web e das diferentes versões de browsers (alguns detalhes insistem em surgir somente durante o desenvolvimento!) e dos ajustes, muitas vezes solicitados pelo cliente, seja ele externo ou interno.
Durante o desenvolvimento de um website, é muito comum ocorrerem divergências na equipe. Isso ocorre porque vários aspectos do desenvolvimento são intimamente relacionados, porém executados por diferentes profissionais. Um dos exemplos clássicos é entre o webdesigner e o desenvolvedor de HTML. Como a linguagem HTML impõe severas restrições ao webdesign, como parâmetros de alinhamento, uso de fontes etc, não é raro ocorrerem conflitos do tipo: "temos que dar um jeito nesse html!", ou "essas imagens não vão se adequar ao código!".
Mas existe outro tipo de problema que, muitas vezes, pode impactar no desenvolvimento. É quando se descobre que aquele recurso planejado não vai atender plenamente a determinada função. Isso geralmente ocorre porque, com a velocidade com que as tecnologias vêm evoluindo, o desejo de se implantar um recurso mais recente e eficaz esbarra com a capacidade de interpretação dos browsers.
Outra preocupação importantíssima deve ser com o cronograma. Muitas vezes, a falta de experiência da equipe em determinado tipo de desenvolvimento pode gerar atrasos, com conseqüentes desgastes. Ainda por cima se está sempre sujeito à interferência do cliente, dando sugestões, modificando informações etc.
Na etapa de desenvolvimento, o trabalho de webdesign funciona a pleno vapor, materializando tudo aquilo que foi concebido e planejado. Importante ressaltar que nem todos os elementos gráficos porventura já existentes se adequam perfeitamente à Web. Devido a suas particularidades, a Web muitas vezes obriga que alguns gráficos utilizados em impressos sejam refeitos para que possam ser adaptados ao padrão visual do projeto.
A elaboração do conteúdo, dos textos e informações que farão parte do website, também seguem esse mesmo princípio. Na verdade, os textos são muito suscetíveis a alterações para serem adequados ao público da Internet e às características da rede, como por exemplo o fato de ser desagradável a leitura de textos longos na tela do computador.
Erros de português causam uma imagem muito negativa. Ainda que seja um projeto bem simples, feito por uma só pessoa, erros de português não devem ser cometidos, pois poucas coisas podem passar maior descrédito em um website. É claro que, em sites muito longos, torna-se quase impossível a eliminação de 100% dos erros. Mas esse é um trabalho que merece atenção especial.
O desenvolvimento de um site geralmente envolve a criação de páginas dinâmicas, que são verdadeiras aplicações. A equipe de desenvolvimento dessas aplicações precisa estar integrada à equipe de webdesign e desenvolvimento de HTML. As aplicações podem ser feitas em diversas linguagens - ASP, LiveWire, Perl, Cold Fusion etc - mas, independentemente da solução adotada, sua confecção é bem mais complicada que a do código HTML. Para se evitar erros, as aplicações devem ser exaustivamente testadas antes da publicação do site.
Testes
Antes de finalizar completamente o projeto, inicia-se o período de testes, no qual o website é navegado e avaliado pela equipe que o desenvolveu. Links que não estejam funcionando, imagens que não carregam, erros de script, simulações de interatividade com CGIs, enfim, tudo precisa ser testado, preferencialmente com diferentes versões de browsers e outros sistemas operacionais.
Erros simples, como algumas imagens que não carregam, podem comprometer a credibilidade do projeto. Seguramente, esse tipo de problema faz com que passe pela cabeça das pessoas coisas do tipo: "se eles não se preocuparam nem com as imagens, será que o website é mesmo sério?". Outro ponto importante é avaliar se o tempo de carregamento da página está adequado, imaginando a diversidade de conexões que o público-alvo pode ter.
Implantação
Finalmente, ao término do desenvolvimento vem a implantação. Realizados os testes, colocam-se os arquivos nos respectivos diretórios do servidor Web, referente ao seu domínio. Essa implantação também demanda testes de acesso, pois nem sempre se consegue reproduzir, no desenvolvimento, o mesmo ambiente do servidor Web definitivo, principalmente em relação às páginas dinâmicas.
Marcadores: Concepção, Desenvolvimento, Implantação, Planejamento, Testes, website
Comentários:
Parabéns pelos conceitos emitidos e a segura orientação que deve presidir a elaboração de um site. Vilarino Wolff
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