sexta-feira, 23 de julho de 2010
EMPREENDEDOR NÃO TEM CHEFE, MAS ACUMULA TODOS OS PROBLEMAS
Sentados em seus cubículos, indignados com algum entrave burocrático ou com quase a incompetência dos superiores, alguns empregados pensam: se eu fosse o meu próprio chefe, não teria esses problemas.
Não, não teria. Teria outros problemas diferentes. Ainda assim, alguns dão o salto para se tornarem autônomos e descobrem que valeu a pena.
Como saber se você é candidato ao empreendedorismo?
Primeiro, você tem de estar altamente motivado a vender um produto ou um serviço específico, conforme pesquisas que você tenha feito previamente.
E sua ideia precisa se basear num conhecimento que você já tenha, opinou Susan Urquhart-Brown, autora de "The Accidental Entrepreneur" (o empreendedor acidental" e "coach" de carreiras .
Aprender a dirigir um negócio já é uma tarefa bastante difícil sem que você tenha de aprender também uma nova habilidade a partir do zero, disse ela.
Alguns futuros empreendedores aparecem com uma solução para um problema empresarial e descobrem que sua empresa não está disposta a adotá-la.
Há uma incompatibilidade entre o que lhe apaixiona e o que a empresa está preparada para apoiar.
Os empreendedores "precisam ser apaixonados pelo o que fazem, porque é isso que lhes fará atravessar tempos difíceis.
Como empreendedor, você também precisa ser capaz de lidar com diversas tarefas simultaneamente, porque estará encarregado de marketing, folha de pagamentos, tarefas administrativas, impostos e plano de saúde. Prepare-se para dedicar longas horas ao seu negócio.
Num trabalho de consultoria, Jessica Pruce-Jones, autora de Happines at Work, certa vez conversou com um funcionário de alto escalão que se queixava amargamente por ter de trabalhar 40 horas semanais.
Ela perguntou quantas horas ele achava que teria de trabalhar se fosse autônomo. O homem estimou 35 horas semanais. Ela lhe disse que precisaria dobrar esse número, pelo menos.
E essas horas passadas num negócio próprio, embora sejam mais flexíveis podem também ser imprevisíveis. Quem prefere uma estrutura fixa provavelmente se sairá melhor como assalariado, disse Pryce-Jones.
Um dos maiores problemas para o autônomo é a solidão, disse ela. Portanto, mantenha contatos regulares com outros profissionais, aconselhou a especialista.
Diante de todos os riscos, não é surpresa que a taxa de fracassos de novos negócios seja alta. Metade de todas as novas empresas nos EUA quebra nos primeiros cinco anos, segundo dados federias.
Mas, "uma vez que sentem o gosto de ter mais controle sobre suas vidas", disse "Sahlman, referindo-se aos autônomos, "eles quase nunca voltam atrás".
[Fonte.FOLHA DE S.PAULO - 05/07/10]
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