segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Disciplinas sobre empreendedorismo são oferecidas a alunos de áreas como farmácia e desenho industrial
Disciplina sobre abrir e gerir um negócio próprio deixaram de ser exclusividade de alunos de administração, economia e contabilidade.
Graduações em odontologia, biologia e farmácia, entre outras, incluíram o tema do empreendedorismo na grade curricular, em aulas optativas ou obrigatórias.
Na PUC-Rio, por exemplo, são oferecidas 20 disciplinas optativas a cada semestre sobre gestão de empresas para alunos de todos os cursos de graduação.
"Quem cursa seis ou mais dessas matérias recebe certificado de aprendizado junto com o diploma de graduação, destaca Marcos Cohen, coordenador do setor de empreendedorismo da PUC-Rio.
O Sebrae aponta que falta de orientação e planejamento são os principais motivos da alta taxa de mortalidade 27% no primeiro ano de micro e pequenas empresas no Brasil.
O número levou o Sebrae-SP a lançar, em 2008, um programa de reforço do empreendedorismo em faculdades paulistanas. "Contamos com 44 isntituições de ensino superior no Estado de São Paulo, mas a meta é aplicar o programa em pelo menos 80% das universidades nos próximos cinco anos", afirma Emerson Morais Vieira, consultor da entidade.
Especialistas consultados pela Folha defendem a formação empreendedora na universidade. "A maioria dos jovens entra na faculdade para conseguir um bom emprego, nunca para ser um empregador", afirma José Dornelas, consultor da área de empreendedorismo.
Em São José dos Campos, considerada pelo Sebrae a cidade mais empreendedora do Brasil, a educação empreendedora começa cedo, aos quatro anos de idade.
Na grade curricular das escolas minicipais, a disciplina de empreendedorismo é obrigatória há 11 anos.
Foi por levar o assunto aprendido em sala de aula a sério que Leonardo Darlan, 20, montou há um anos seu próprio negócio: a K2 Media, das áreas de mídias gráficas e marketing promocional.
"Graças à experiência adquirida na disciplina, me julgo um empresário que aprendeu com a oportunidade."
Depois de cursar um semestre eletivo de empreendedorismo tecnológico na Unicamp, os engenheiros Carlos Camolesi, 28, e André Carvalho, 28, criaram sua empresa, a Pinuts Studios, da área de telefonia móvel.
"Montamos o projeto e conseguimos um incentivo da incubadora de Campinas, que oferece o espaço de trabalho", afirma Camolesi.
No mercado de 2006, a Pinuts conta com 22 funcionários e atende mais de 50 clientes. "Manter uma empresa não é fácil, cada dia é um desafio", diz Carvalho.
[Fonte.Folha de S.Paulo]
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